Atual campeã, Tradicional será a última a entrar na arena do 28º Festival de Cirandas, no domingo (30/08)
Fechando os ensaios técnicos no Parque do Ingá, em Manacapuru (distante 68 quilômetros de Manaus), a Ciranda Tradicional realizou os últimos ajustes, na quarta-feira (26/08), para a apresentação oficial no 28º Festival de Cirandas, que acontece neste fim de semana (28, 29 e 30/08) no município. O ensaio envolveu os torcedores, brincantes, músicos e turistas em uma prévia do que a agremiação irá apresentar no festival.
Em 2026, a Tradicional levará ao Parque do Ingá o tema “Terricídio: Quando a Terra Enfrenta o Genocídio”, construído a partir de uma reflexão sobre os impactos provocados contra a Amazônia e a resistência dos povos que atuam em defesa da floresta.
Diferente dos ensaios anteriores na arena, o último encontro permitiu testar de forma mais ampla as marcações, coreografias e a dinâmica planejada para o espetáculo. Ainda assim, parte das surpresas preparadas para a apresentação oficial foi preservada.
Segundo o presidente da Tradicional, Magal Pinheiro, cerca de 60% do que está sendo preparado para a apresentação oficial foi apresentado durante o ensaio. Para ele, o momento também serve para reforçar a confiança da agremiação antes da defesa do título.
“Hoje é o ensaio mais importante antes do festival. A gente vai mostrar um pouquinho do que a Tradicional vai trazer e eu estou muito confiante na apresentação que vamos fazer em busca do bicampeonato”, afirmou.
O presidente também destacou a relação construída com a torcida ao longo da preparação. “É impressionante ver a confiança que a torcida tem hoje na Tradicional. Isso é muito importante. Vamos com humildade, confiando no trabalho e buscando o bicampeonato”, acrescentou.
Tradição e tecnologia
Diretor-geral da agremiação, Thyago Cavalcante explica que o espetáculo será dividido em três atos e seguirá uma narrativa que parte da destruição ambiental, passa pela resistência e termina com uma mensagem de esperança.
“A Tradicional carrega uma responsabilidade muito grande porque somos os atuais campeões. Vamos fechar o festival com um tema muito atual e necessário, que fala sobre preservação e sobre os problemas da nossa Amazônia”, explicou.
Além da narrativa, a Tradicional aposta novamente na dimensão visual para a apresentação de 2026. Segundo a direção, o cenário terá cerca de 50 metros, enquanto uma das estruturas alegóricas deverá alcançar 18 metros de altura.
O diretor afirma que a agremiação vem profissionalizando a produção ao longo dos últimos anos, inclusive com a participação de artistas de Parintins na construção dos elementos cênicos. “A gente vem apostando na grandiosidade dos monumentos alegóricos e na força do povo da Terra Preta”, afirmou.
O vice-presidente Felipe Medeiros também destacou a evolução da preparação ao longo dos últimos meses e a expectativa para a disputa. “Vamos trazer uma grande apresentação, com qualidade para os nossos brincantes, para os manacapuruenses e para os visitantes. Vamos entrar no Parque do Ingá para defender o bicampeonato”, declarou.
Contagem regressiva
Com o ensaio geral concluído, as três cirandas de Manacapuru encerram suas passagens preparatórias pelo Parque do Ingá.
O 28º Festival de Cirandas de Manacapuru começa na sexta-feira (28/08), com a Flor Matizada, que apresenta “Witoriro, o Futuro Ancestral”. No sábado (29/08), a Guerreiros Mura leva à arena “Ykawarù: A Cosmogonia do Bem e do Mal Apuricá”. Atual campeã, a Tradicional encerra a disputa no domingo (30/08), com “Terricídio: Quando a Terra Enfrenta o Genocídio”.


