Autora de “Um rio sem fim” participa da mesa “Amazônia Ancestral” no sábado, 31 de outubro, ao lado de Sony Ferseck, com mediação de Geni Núñez. Encontro terá entrada gratuita e transmissão ao vivo pelo YouTube
A escritora e jornalista amazonense Verenilde Pereira participa do 6º Flitabira — Festival Literário Internacional de Itabira, em Minas Gerais, no sábado, 31 de outubro, às 18h, no Teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA). Autora do romance Um rio sem fim, ela integra a mesa “Amazônia Ancestral”, ao lado da escritora Sony Ferseck, com mediação de Geni Núñez. O encontro propõe uma conversa sobre literatura, território e identidade, tendo como ponto de partida a Amazônia narrada a partir de suas próprias vozes. A entrada é gratuita, com transmissão ao vivo pelo YouTube @flitabira, permitindo ao público do Amazonas acompanhar a atividade a distância.
Nascida em Manaus, em 1956, Verenilde é filha de mãe negra e pai indígena do povo Sateré Mawé. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas, construiu uma trajetória ligada à cobertura das questões indígenas e à literatura. Trabalhou em jornais de Manaus e Belém e integrou o Porantim, publicação dedicada às lutas dos povos indígenas.
Como repórter, cobriu a entrada de garimpos na área Yanomami, em Roraima, e no Alto Rio Negro, no Amazonas. Também foi professora no Seringal Katipari, no rio Purus, onde lecionou para ribeirinhos, indígenas, caboclos e seringueiros. É doutora em Comunicação pela Universidade de Brasília.
Na literatura, Verenilde publicou o romance Um rio sem fim, originalmente lançado em 1998, e o livro de contos Não da maneira como aconteceu, de 2002. Sua presença no Flitabira aproxima o público da trajetória de uma autora cuja produção e atuação profissional têm vínculos com a região amazônica e com as experiências de seus povos.
Literatura, memória e território
A mesa “Amazônia Ancestral” reúne Verenilde Pereira e Sony Ferseck para discutir as relações entre a escrita, o pertencimento e as identidades amazônicas. Com mediação de Geni Núñez, a conversa integra a programação nacional e internacional do festival e amplia o diálogo entre autores de diferentes regiões do país.
O encontro acontece no dia em que Carlos Drummond de Andrade completaria 124 anos. Realizado na cidade natal do poeta, o 6º Flitabira tem como tema “A Máquina do Mundo em Nós” e celebra os 75 anos de publicação de Claro Enigma.
Sobre o Flitabira
De 29 de outubro a 1º de novembro de 2026, o Flitabira ocupa o Teatro da FCCDA e seu entorno, em Itabira, com programação gratuita. Além dos encontros literários, o festival reúne atividades infantojuvenis, apresentações artísticas, central de autógrafos, livraria, exposição e espaço para empreendedores locais.
A curadoria é assinada por Sérgio Abranches, Calila das Mercês e Afonso Borges. Entre os convidados estão Conceição Evaristo, Carla Akotirene, Fabrício Carpinejar, José Miguel Wisnik, Leda Maria Martins, Marcelino Freire e Pedro Bial.
A Vale apresenta o 6º Flitabira, via Lei Rouanet do Ministério da Cultura, com apoio da Prefeitura de Itabira, da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade e do Itaú. As mesas e palestras terão transmissão ao vivo pelo YouTube do festival.
Serviço
Verenilde Pereira no 6º Flitabira — mesa “Amazônia Ancestral”
Data: sábado, 31 de outubro de 2026
Horário: 18h — horário de Brasília / 17h — horário de Manaus
Participantes: Verenilde Pereira e Sony Ferseck
Mediação: Geni Núñez
Local: Teatro da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), em Itabira/MG
Entrada: gratuita
Transmissão ao vivo: youtube.com/@flitabira
Programação completa: flitabira.com.br/evento/


