segunda-feira, 27 maio, 2024
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Beleza consciente: Você sabe escolher cosméticos sustentáveis?

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Muitas reflexões importantes vieram à tona no ano da pandemia, e uma delas foi o consumo consciente. Munidos de informação e postos a refletir sobre questões chave em decorrência das mudanças provocadas pela Covid-19, mais consumidores passaram a optar por produtos sustentáveis, que agridem menos o meio ambiente e também respeitem o bem estar dos animais. No mercado de beleza, sempre atento ao comportamento de compra, já se encontram produtos que atendem ao requisito, mas os rótulos ainda causam dúvidas entre o público.

Expressões como cosmético natural, orgânicos, veganos, biodinâmicos e cruelty free estão cada vez mais presentes nas embalagens, mas o que significam e o que está por trás da produção da elaboração dos produtos? Para ajudar, o especialista no assunto, Rafael Zarvos, especialista em Gestão de Resíduos Sólidos e fundador da Oceano Resíduos, criou um pequeno dicionário explicando tudo o que há para saber sobre os produtos eco-friendly. Confira!

Cosmético Natural

No Brasil não existe Norma, Portaria e nem Diretrizes que regulamentem a classificação de “Cosmético Natural”. Adotamos aqui os conceitos da IBD, maior Certificadora da América Latina. Para que o cosmético possa receber um Selo de “Natural”, precisa utilizar matérias-primas naturais cujas substâncias sejam de origem vegetal, inorgânica-mineral ou animal (exceto vertebrados) e suas misturas. As matérias-primas derivadas do natural devem preferencialmente ser oriundas de insumos orgânicos. Insumos não naturais ou a partir de reações não permitidas a partir de uma substância natural, desqualifica seu uso em produtos cosméticos orgânicos ou naturais. São exemplos de matérias-primas proibidas: corantes sintéticos, fragrâncias sintéticas, polietilenoglicóis (PEGs), quaternários de amônio, silicones, conservantes sintéticos, dietanolamidas, derivados de petróleo etc. Os cosméticos naturais deverão destacar em seu rótulo quais ingredientes são naturais e/ou orgânicos e/ou oriundos de extrativismo certificado.

Cosméticos Orgânicos

Baseado na sustentabilidade, usam produtos naturais e o seu manuseio não agride o meio ambiente. Precisam ser certificadas para receberem a denominação “Orgânico”. O cosmético a ser classificado como orgânico deve conter pelo menos 95% de matérias-primas orgânicas. Os cosméticos orgânicos devem destacar quais são os ingredientes orgânicos utilizados e deverão obrigatoriamente apresentar o selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SISOrg) ou então o selo “IBD Orgânico”.

Cosméticos Veganos

Produção que não utiliza matéria-prima de origem animal. Além disto, a empresa que cria o produto não pode fazer o teste final em animais bem como os fornecedores dos insumos devem comprovar que os ingredientes não foram testados em animais. É preciso prestar atenção na etiqueta para ver se o fabricante não está usando substancias derivadas do petróleo. Em 2013 a Sociedade Vegetariana Brasileira (SBV) criou um selo para certificar os produtos veganos.

Cosméticos Cruelty-free

Produtos desenvolvidos e que não foram testados em animais. Exige-se ainda que a empresa implemente um sistema de monitoramento da cadeia de fornecedores. Atualmente existe um selo internacional, o “Leaping Bunny”,que garante que o produto é “Cruelty-Free”.Contudo, não significa que em sua composição não haja ingrediente de origem animal.

Cosméticos Biodinâmicos

Precursor do conceito orgânico, surgiu em 1924 na Polônia com uma abordagem holística, onde o produtor utiliza os conceitos da Homeopatia e do calendário lunar para cultivar a matéria-prima que será usada na produção. A agricultura biodinâmica utiliza os mesmos meios de produção orgânica, praticando a compostagem e utilizando substâncias vegetais e minerais para fazer a adubação. A sua produção é mais restrita. É considerado uma espécie de “Orgânico Premium”. Somente são considerados Biodinâmicos se tiverem o selo “Demeter”.
Oceano Resíduos | Rafael Zarvos

Zarvos, 44 anos, empresário carioca e defensor do meio ambiente, fundou em junho de 2019 a Oceano Gestão de Resíduos como uma forma de ajudar a população no descarte de lixo poluente de maneira correta e contribuir com a diminuição de agentes poluentes nos mares e rios. A empresa faz a gestão de resíduos e coleta inteligente, responsável pela correta destinação do lixo produzido no dia a dia. O foco é principalmente nos chamados micropoluentes, substâncias de uso comum em nosso dia a dia que constituem uma ameaça emergente à qualidade de águas, rios, lagos, reservatórios, mares e oceanos, uma vez que inexiste tecnologia para remoção destas substâncias provenientes de esgotos sanitários e hospitais, com coleta domiciliar e planos adequados para cada necessidade.

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