quinta-feira, 16 maio, 2024
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Envelhecimento saudável: qualidade de vida é aliada da longevidade

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O falecimento do Papa Emérito Bento XVI no último sábado (31), aos 95 anos, traz luz à importância do cultivo de hábitos saudáveis ao longo da vida para que o envelhecimento seja desfrutado de forma positiva.

Segundo o Vaticano, o agravamento do estado de saúde de Bento XVI começou no Natal com uma gripe, que depois teria se transformado em um problema respiratório, por complicações naturais da idade.

Neste sentido, Dr. Álvaro de Souza Silva, geriatra da Unidade Clínica Ambulatorial (UNICA) de Jundiapeba, gerenciada pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de Mogi das Cruzes, explica que, na terceira idade, a curva é de diversas perdas para o idoso, como a diminuição dos hormônios, por exemplo.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), em 2021, a expectativa de vida da população brasileira foi de 77 anos. Mas, conforme Dr. Álvaro é possível superar a média.

O entendimento de que a longevidade está diretamente ligada ao estilo de vida é fundamental. “O aspecto saudável na terceira idade é reflexo das escolhas que foram feitas ao longo da vida”, explica o geriatra.

De modo geral, a prática saudável consiste na realização de atividade física, bons hábitos alimentares, não beber, não fumar, ir regularmente ao médico, manter as vacinas em dia e ter uma atividade social ativa.

“Para que a gente possa ter um futuro com saúde, qualidade de vida e produção, o aprendizado é o melhor remédio. A mente não nasceu para ficar parada e a motivação é o que faz com que nos sintamos vivos e felizes”, enfatiza.

O geriatra do CEJAM frisa que não há idade para o surgimento de doenças, mas que, atualmente, é possível se proteger de várias doenças da terceira idade, as quais estão mais ligadas a ocorrências musculoesqueléticas, como a sarcopenia, caracterizada pela perda da massa muscular, ou a osteopenia, perda da massa óssea.

As áreas da memória, pensamento e razão são afetadas pelo próprio envelhecimento, de modo que o aparecimento do déficit cognitivo se torna comum a partir dos 65 anos. “É preciso contemporizar as doenças, tratá-las, procurar um médico e tentar amenizar os seus impactos”, reforça.

A periodicidade na realização dos exames de rotina também é um ponto que deve ser observado. “O período para a realização de novos exames depende da necessidade do paciente naquele momento, mas de modo geral, o recomendado para a terceira idade é que sejam realizados semestralmente”, pontua.

No que diz respeito à alimentação, Dr. Álvaro comenta que é natural que o idoso tenha mais dificuldade para se alimentar e, com isso, uma fácil perda do apetite. Neste caso, um profissional precisa ser consultado, pois o médico dispõe de recursos para que o indivíduo volte a ter vontade de se alimentar, como, por exemplo, a prescrição de um estimulante de apetite.

A saúde mental também deve ser acompanhada. O processo terapêutico auxilia na absorção das necessidades que se fazem presentes em dado momento da existência e apoia o entendimento acerca da morte, tema que é um tabu, mas que deve ser discutido com o paciente.

“Se há distúrbio de comportamento com a família, que atrapalha o dia a dia, é interessante consultar um psicólogo. O profissional trará o benefício de entendimento e esclarecimento para a pessoa ter um convívio melhor, melhorando assim a saúde mental”, recomenda.

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