Jovem Aprendiz em Manaus oferta cursos alinhados às demandas do mercado local

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Em 2025, o número de jovens aprendizes no Brasil atingiu recorde histórico, com mais de 715 mil participantes. Mesmo com o avanço, a demanda por profissionais em formação segue crescendo em diferentes setores da economia. O cenário ajuda a reduzir o desemprego entre jovens de 18 a 24 anos — que encerrou o ano passado em 11,4% — e atende à necessidade das empresas por mão de obra qualificada.
Em Manaus, um dos reflexos desse movimento é o novo programa Jovem Aprendiz do Centro de Ensino Técnico (Centec). Com mais de 16 anos de atuação na capital amazonense, a instituição iniciou uma parceria com empresas locais para formar jovens nas áreas de mecânica e assistente administrativo.
“Nosso programa é voltado para jovens entre 16 a 24 anos em vulnerabilidade social, com baixa renda. Eles podem ser recrutados tanto pelas empresas, que têm uma responsabilidade legal na contratação desses jovens, ou pela nossa escola. Nesse caso, a Bertoni nos procurou para fazer essa formação”, conta a coordenadora do Programa de Aprendizagem, Danielle Barbosa. A Bertolini é uma das principais empresas do Amazonas na área de transporte rodofluvial.

Nova turma
A primeira turma do programa começou com 12 estudantes no curso de mecânica. Agora em junho, a escola abrirá uma nova turma com mais 12 vagas para a formação de assistente administrativo. Os cursos têm duração de até 21 meses.
“As aulas teóricas acontecem no Centec e a prática é desenvolvida dentro da empresa contratante. Isso faz com que o aluno associe imediatamente o conteúdo aprendido em sala à rotina profissional, enquanto já recebe remuneração”, destaca Danielle.
Ao fim da formação, o estudante recebe certificado de qualificação básica profissional. Segundo a coordenação, a expectativa é ampliar o programa no segundo semestre, com novas turmas e áreas de atuação, sempre alinhadas às necessidades atuais do mercado.
As oportunidades são divulgadas nas redes sociais e no site oficial do Centec.

Formação prática
Na formação em mecânica, os alunos aprendem noções de funcionamento de máquinas e veículos, identificação de peças e ferramentas, manutenção básica, leitura de manuais e normas de segurança, além de atividades supervisionadas.
Já no curso de assistente administrativo, o foco está nas rotinas de escritório, organização de documentos, atendimento ao público, informática básica, noções financeiras e comunicação profissional. Em ambas as formações, habilidades comportamentais como responsabilidade, organização e postura profissional também fazem parte do conteúdo.
Para Danielle Barbosa, a experiência prática é um dos diferenciais do programa. “O jovem não apenas aprende uma profissão, mas desenvolve disciplina, convivência profissional e responsabilidade. Isso faz diferença no início da carreira e amplia as possibilidades futuras de contratação”, afirma.

Previsão legal
A contratação de jovens aprendizes é prevista pela Lei da Aprendizagem. Empresas de médio e grande porte devem manter entre 5% e 15% de aprendizes em funções que demandem formação profissional. Micro e pequenas empresas não são obrigadas, mas podem aderir voluntariamente ao programa.
Para participar, o jovem deve ter entre 14 e 24 anos, estar matriculado e frequentando a escola — caso ainda não tenha concluído a educação básica — e estar vinculado a uma instituição de formação técnico-profissional credenciada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O contrato de aprendizagem garante carteira assinada, salário proporcional à carga horária, férias coincidentes com o período escolar, 13º salário, vale-transporte e FGTS com alíquota reduzida. A jornada pode chegar a até seis horas diárias para estudantes que ainda não concluíram o ensino fundamental e até oito horas para os demais.

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