A educação profissional cresceu 68,4% em cinco anos no Brasil, segundo o Censo Escolar 2025, e a saúde está entre as áreas de maior procura. De acordo com o levantamento, o eixo de Ambiente e Saúde ocupa a segunda posição em número de matrículas, com mais de 711 mil alunos.
Entre os cursos desse segmento, Enfermagem é o mais conhecido, mas outras formações também oferecem possibilidades de atuação em diferentes etapas do cuidado com o paciente. É o caso de Radiologia, Farmácia e Análises Clínicas, áreas relacionadas ao diagnóstico, aos medicamentos e ao acompanhamento de diferentes condições de saúde.
Além do salário e das oportunidades de trabalho, a diretora-presidente do Centro de Ensino Técnico (Centec), Eliana Cássia de Souza, recomenda avaliar o perfil pessoal, a rotina da profissão e o mercado da região antes de escolher uma formação. A dica vale também para quem pensa em Enfermagem, mas quer conhecer outras possibilidades na saúde.
“Cada curso pede um perfil. Quem gosta de tecnologia e de imagem vai bem na Radiologia. Quem prefere o contato com o público encontra espaço na Farmácia. E quem é mais centrado nos detalhes se dá bem no laboratório”, explica.
A diversificação das carreiras ganha relevância também diante do envelhecimento da população, que tende a ampliar as necessidades de atenção à saúde. Segundo as Projeções da População do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a participação das pessoas com 60 anos ou mais na população brasileira passou de 8,7%, em 2000, para 15,6%, em 2023, e deve chegar a 37,8% em 2070.
Radiologia
O técnico em Radiologia realiza exames de imagem, como radiografias, tomografias e ressonâncias magnéticas, que auxiliam médicos na investigação de doenças e definição de tratamentos. O profissional pode atuar em hospitais, clínicas e centros de diagnóstico, entre outros estabelecimentos de saúde.
Também pode se especializar em áreas como mamografia, tomografia, ressonância magnética, medicina nuclear e radioterapia. Segundo o Portal Salário, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a média salarial no país é de cerca de R$ 2,9 mil. A jornada média é de 24 horas semanais.
Farmácia
O técnico em Farmácia trabalha no apoio à dispensação de medicamentos, no controle de estoque e no atendimento ao público. Pode atuar em farmácias, drogarias, hospitais, laboratórios e indústrias. A formação, com duração de 18 meses no Centec, inclui temas como farmacologia, química farmacêutica, técnicas de dispensação e legislação.
Segundo o Portal Salário, a remuneração média nacional é de aproximadamente R$ 2,6 mil, considerando jornada média de 40 horas semanais. O valor pode variar conforme experiência, função, localidade e empresa.
Eliana destaca que a área permite crescer dentro da carreira. “O técnico em Farmácia pode evoluir para supervisão e gestão de equipes. Além disso, pode seguir o caminho da drogaria ou de laboratórios. É uma formação que tem espaço em vários tipos de empresa”, diz.
Análises clínicas
Também com duração de 18 meses no Centec, o técnico em Análises Clínicas atua na coleta e no processamento de amostras de sangue, urina e outros materiais biológicos, além de operar equipamentos de laboratório e registrar informações relacionadas aos exames.
A média salarial no país é de aproximadamente R$ 2,2 mil, segundo o Portal Salário, para uma jornada média de 40 horas semanais. Com a automação dos laboratórios, o mercado também exige profissionais preparados para operar equipamentos e acompanhar os processos necessários para garantir a qualidade das análises.


