Agosto Lilás reforça importância da denúncia e da proteção às mulheres

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O combate à violência contra a mulher ganha destaque durante o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização, prevenção e enfrentamento das agressões contra o público feminino. Dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em 2026, apontam que os feminicídios cresceram em 2025, mantendo a violência de gênero como um dos principais desafios da segurança pública brasileira. O levantamento mostra ainda que 44,4% das mulheres assassinadas no país em 2025 foram vítimas de crimes classificados como feminicídio, o maior percentual da série histórica desde 2015.

A campanha também reforça a importância de romper o silêncio e buscar ajuda diante de situações de violência física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral. Criado em torno do aniversário da Lei Maria da Penha, celebrado em agosto, o Agosto Lilás busca ampliar o conhecimento das mulheres sobre seus direitos e fortalecer a rede de proteção. Dados do Ministério das Mulheres mostram que, somente desde o início de 2025, mais de 86 mil denúncias haviam sido registradas pelo Ligue 180.

Para a presidente do Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Amazonas (SINDSEMP-AM), Heliane Nogueira de Arruda, a proteção das mulheres precisa fazer parte de uma mobilização permanente. “O sindicato incentiva a segurança das mulheres, para que elas façam denúncias, procurem seus direitos e mantenham-se seguras. É importante que nenhuma mulher se sinta sozinha diante de uma situação de violência e saiba que existem mecanismos de proteção e instituições que podem ajudá-la”, afirmou.

Segundo Heliane, informar e orientar são medidas fundamentais para prevenir que situações de violência sejam naturalizadas ou permaneçam sem resposta. A busca por atendimento especializado pode contribuir para que a vítima conheça as medidas disponíveis, registre a ocorrência e tenha acesso à rede de proteção. O Ministério das Mulheres destaca que o Ligue 180 oferece orientação sobre direitos, serviços especializados e encaminhamento de denúncias aos órgãos competentes.

Além da violência doméstica, a proteção também envolve situações que ocorrem no ambiente de trabalho e no meio digital, como ameaças, perseguição, exposição de conteúdo íntimo, chantagem e outras formas de violência. O Ministério das Mulheres mantém orientações específicas para esses casos e reforça a necessidade de preservar provas, como mensagens, links e registros das ameaças.

As mulheres que estiverem em situação de violência ou que tenham conhecimento de algum caso podem procurar ajuda pelo Ligue 180, serviço gratuito e disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana. O atendimento também pode ser feito pelo WhatsApp (61) 9610-0180 e pelo e-mail [email protected]. Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo 190.

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