Altas temperaturas potencializam crises de enxaqueca, alerta médico da Afya Educação Médica

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Instituição oferece pós-graduação em Clínica da Dor para profissionais que queiram se especializar na área

Com a proximidade do verão e a iminência de um sistema El Niño mais forte este ano, ocasionando altas temperaturas, o cuidado com a saúde e a hidratação se faz mais urgente, ainda mais para quem sofre de enxaqueca, seja simples ou crônica.

A orientação de profissionais da saúde é básica: hidratar de forma preventiva, bebendo água ao longo do dia sem esperar a sede, evitar o sol nos horários de pico e buscar ambientes frescos. De acordo com o médico e coordenador nacional do curso de pós-graduação em Clínica da Dor da Afya Educação Médica, Carlos Trindade, o que aumenta a frequência ou a intensidade das crises de enxaqueca não é a seca, propriamente, mas suas consequências, como o calor extremo, a baixa umidade e a desidratação.

“No corpo, o calor sobrecarrega a regulação da temperatura e mexe no equilíbrio de líquidos e sais. A desidratação, mesmo leve, favorece a liberação de substâncias que ativam a via da dor. É como um alarme sensível demais: não precisa de incêndio para disparar, basta a combinação de calor e desgaste”, explica Carlos Trindade.

Ele alerta que jejum, variações hormonais, estresse, sono irregular, determinados alimentos, luz e cheiros fortes, além de mudanças no ambiente, como calor e desidratação, acabam sendo gatilhos para quem sofre com crises persistentes de enxaqueca.

O médico acrescenta, ainda, que o sono é decisivo nesse contexto, porque o cérebro de quem tem enxaqueca é muito sensível à regularidade: dormir pouco, demais ou fora de hora, tudo pode disparar uma crise.

Para profissionais da saúde que queiram se especializar no entendimento da dor e suas nuances, a Afya Educação Médica oferece, em Manaus, a pós-graduação em Clínica da Dor, voltada à formação de médicos capacitados para compreender os diferentes mecanismos e oferecer tratamentos mais individualizados. Maiores informações no telefone (92) 99222-1977.

Sintomas

A enxaqueca afeta mais de 31 milhões de brasileiros em idade produtiva, com maior prevalência em mulheres, de acordo com o Global Burden of Disease, da revista Lancet.

Mas como diferenciar uma dor de cabeça comum de uma enxaqueca que exige avaliação? Carlos Trindade, coordenador nacional do curso de pós-graduação em Clínica da Dor da Afya Educação Médica, explica que uma dor tensional comum costuma ser um aperto dos dois lados, de intensidade leve a moderada, que atrapalha mas não impede o dia.

Já a enxaqueca costuma latejar, muitas vezes de um lado só, é mais forte, piora com esforço e vem com enjoo e sensibilidade à luz e ao som. “Procure um especialista quando as crises se repetem e atrapalham a vida, quando há necessidade frequente de analgésico ou quando a dor muda de padrão. E busque avaliação imediata diante de dor súbita e explosiva, ou acompanhada de febre, alteração neurológica ou rigidez no pescoço”, orienta.

Crises de enxaqueca são comuns entre os brasileiros que, muitas vezes, costumam confundir o evento com uma simples dor de cabeça. Carlos Trindade alerta que trata-se de uma doença neurológica legítima e, que, sem tratamento, limita a rotina, afasta a pessoa da vida social e familiar e está entre as principais causas de dias perdidos de trabalho no mundo.

“Há ainda o risco de cronificação, sobretudo com uso excessivo de analgésico. A mensagem que faço questão de reforçar é que ninguém precisa aprender a conviver com a dor: hoje existem recursos que vão do tratamento preventivo à neuromodulação para reduzir a frequência e a intensidade das crises”, afirma o especialista.

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