terça-feira, 28 maio, 2024
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Morre Zezinho Corrêa, a voz do Carrapicho, vítima de Covid-19

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Um mês após ser internado devido a complicações da Covid-19, Zezinho Corrêa, de 69 anos, morreu na manhã deste sábado (6), em um hospital particular de Manaus. O cantor ficou famoso, juntamente com o seu grupo Carrapicho, por conta do sucesso mundial do hit ‘Tic Tic Tac’, nos anos 90.

Com uma voz marcante, carisma e simpatia, o cantor estava internado desde o início de janeiro lutando contra a doença. Ao longo de sua vida, Zezinho se caracterizou por ser um artista ativo, com vasta experiência na música e nas artes cênicas, e sempre demonstrando um intenso carinho com o público.

“A família Corrêa vem a público comunicar o falecimento do nosso amado cantor Zezinho Corrêa. Zezinho estava internado desde o dia 04/01 no Hospital Samel. No dia 07/01 foi transferido para o leito de UTI no Hospital Prontocord e lá estava lutando bravamente por sua vida. Em decorrência das complicações da Covid-19, Deus quis levá-lo para sua morada eterna, e hoje ele nos deixou”, dizia o comunicado da assessoria de imprensa do cantor.

A família do cantor agradeceu o apoio dos fãs. “O céu ganhou mais uma estrela que, com sua luz, brilhará para a eternidade. Obrigada por levar o nome do Amazonas para o mundo, por ser esse ser humano incrível em todos os sentidos. Você já está fazendo muita falta na nossa família, daqui vamos continuar te amando sempre. Hoje a batida do tambor se calou”.

Trajetória

Nascido em Carauari (AM), o artista iniciou a carreira como ator, depois de fazer um curso de formação no Rio de Janeiro. Zezinho atuou em diversos musicais até investir na carreira de cantor e, em meados da década de 1980, formar o grupo Carrapicho, junto com os músicos Roberto Bopp e Nill Cruz.

Com um repertório composto por MPB, forró e toadas de boi-bumbá, o grupo fez sucesso principalmente com o hit “Tic, Tic, Tac”, o que os levou a palcos internacionais na década de 1990, em uma turnê pela Europa que também lhes rendeu diversos discos de platina.

Nos últimos anos, a banda foi presença constante em eventos de Manaus, como a festa anual de aniversário da cidade no Boi Manaus, o Festival Passo a Paço e o Festival Folclórico do Amazonas, além de ter presenteado a cidade com uma releitura especial de “Tic, Tic, Tac” para divulgar a capital amazonense como destino turístico no festival Rock in Rio.

Zezinho Corrêa também atuou como servidor do Sesc Amazonas, onde chegou a assumir a coordenação do Departamento Cultural. Em dezembro de 2020, foi lançada sua biografia “Eu quero tic, tic, tac”, escrita pelo jornalista Fabrício Nunes.

Zezinho deixa como legado seu indelével trabalho nas artes, seja na música, no teatro ou na articulação cultural, e imensas saudades para todos os fãs que o conheceram e se encantaram com sua voz e a força do tambor que batia.

Com informações via Semcom, Manauscult e Equipe Viva Manaus

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