quarta-feira, 17 abril, 2024
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“O primeiro calor a gente nunca esquece”, diz atriz Ingrid Guimarães sobre a menopausa

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Nas últimas semanas, uma entrevista de Ingrid Guimarães sobre uma viagem feita com a atriz e amiga Mônica Martelli e suas duas filhas adolescentes viralizou nas redes sociais. Ao comentar, cheia de humor, sobre a aventura na Europa, ela diz: “Imagine só, duas mulheres passando pela menopausa e duas filhas na pré-adolescência”. No ano passado, a comediante compartilhou no Instagram uma reflexão sobre esse momento da vida de todas as mulheres. “O primeiro calor a gente nunca esquece! E pouco se fala. 40% das mulheres não passam bem pela menopausa, óbvio que sou uma delas”, escreveu.

Um estudo feito pela femtech Phenology com mais de 30 mil mulheres revela algumas características mais marcantes de cada fase desse período, o que é importante para que muitas consigam identificar em que período do processo se encontram e se os sintomas que aparecem com a idade estão ou não relacionados com alguma dessas fases atribuídas à menopausa. A pesquisa mostra, por exemplo, que as alterações de humor, ansiedade e irritabilidade acontecem mais no início da perimenopausa. Entre as participantes, 72% das que entraram em perimenopausa precoce relataram ter alterações de humor, o que, inclusive, agrava o risco de depressão nessa fase inicial do processo. Por outro lado, sintomas físicos – como ondas de calor, suor noturno e problemas de saúde sexual – são mais visíveis na fase pós-menopausa.

Para a CEO e fundadora da Plenapausa, uma uma empresa que visa levar informação, cuidado e tratamento para mulheres, Márcia Cunha, uma mulher feliz na menopausa é aquela que conhece seu corpo físico e investe na sua saúde física, social e mental, podendo assim, aproveitar de uma forma plena e leve a fase da maturidade, sem tabus. “Um ponto importante que afasta as pessoas do conhecimento e da informação é o tabu. Muito se fala do homem que deve viver plenamente ativo até os 100 anos de idade, já para a mulher é como se não houvesse perspectivas, o que é muito prejudicial e equivocado e se faz necessário levar cada vez mais informação, para que essa realidade mude e tenhamos muitas mulheres preparadas para passar pela menopausa de forma leve e saudável”, diz.

De acordo com estatísticas recentes, mais de 1,2 bilhão de mulheres em todo o mundo estão passando pelo período de menopausa ou entrarão nele nas próximas décadas. Essa fase de transição, que geralmente ocorre entre os 45 e 55 anos, pode trazer consigo sintomas como ondas de calor, distúrbios do sono, alterações de humor e diminuição da energia. Além disso, muitas mulheres dizem ter vergonha de contar que estão passando por esse período, e acabam escondendo a informação no ambiente de trabalho, até mesmo por constrangimento com relação a idade.

“A queda hormonal gera diversas mudanças no corpo e emocional, e a falta de informação só faz com que afete negativamente esse processo. E é isso que queremos mudar! Trazer informação e apoio, para que tanto as mulheres que estão na menopausa, quanto as que irão entrar, possam se preparar, a ponto de que os sintomas físicos não interfiram no dia a dia e a saúde mental delas”, explica.

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