quarta-feira, 29 maio, 2024
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Chocolates de Talita Avelino celebram 14 anos de sucesso

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Suas criações se tornaram uma marca registrada quando o assunto é confeitaria de luxo em Manaus. Afinal, doces e bolos são itens indispensáveis e chamam a atenção dos convidados por sua criatividade e sabor na hora da realização de um evento ou uma festa.

Filha de um dos casais mais queridos da sociedade local, Cláudia e Pauderley Avelino e considerada uma das maiores e melhores confeiteiras do Amazonas, a   empresária e chef pâtissier amazonense, Talita Avelino tem um currículo que faz jus ao título e grife que representa.

Ela é formada em hotelaria pela Universidade Internacional da Flórida, trabalhou durante dois anos na área no Mandarin Oriental Hotel Group International de Miami, fez o curso de Cozinheiro chef Internacional pelo SENAC-SP, o que lhe rendeu um estágio de oito meses com o chef Alex Atala, entre outras importantes experiências.

Mas a paixão pelo chocolate aconteceu durante uma visita ao famoso evento anual ‘Salon Du Chocolat’, em Paris, de lá para cá, a chef- empresária passou a viver uma rotina frenética para atender a enorme clientela que vai a seu ateliê ávida por novidades que este ano celebra 14 anos de sucesso.

Talita Avelino, participa da série de entrevistas do Portal e nos conta um pouco do início de sua trajetória no universo do mundo dos chocolates e doces, do atual momento que a economia e comércio local está passando em função da pandemia, sobre seus planos para o futuro, e a importância da solidariedade em um período tão difícil e surreal enfrentado por todo o planeta. Confira trechos da entrevista Talita Avelino:

 

Como começou a sua paixão por chocolates e doces? 

Desde criança gostava de entrar na cozinha para ajudar minha avó, o que contribuiu sem dúvida para minhas escolhas. Sou formada em hotelaria pela Universidade Internacional da Flórida, em 2003, morei dois anos em SP e fiz o curso Cozinheiro Chef Internacional   pelo Senac -SP, após isso fui fazer um estágio de oito meses no restaurante D.O.M. do Alex Atala. Mas a paixão e o envolvimento com os bolos, doces e chocolate foi quando fui ao famoso evento anual ‘Salon Du Chocolat’, em Paris, no início de 2007. E quando voltei para Manaus estava na época da Páscoa e tinha trazido diversos produtos novos. Adaptei toda a experiência que vivi e trouxe chocolates que não eram usávamos em Manaus, como o Belga. Fabricamos para distribuir entre parentes e amigos, mas a procura foi tão intensa que resolvi apostar no mercado. No começo tudo era na cozinha da mãe, com o tempo a necessidade de criar um espaço maior para conforto dos clientes surgiu e nasceu o ateliê. Que este ano estamos comemorando 14 anos.

A Páscoa está chegando e este é o momento de maior movimentação no mercado de doces e chocolates. Quais são suas maiores inspirações na hora de criar a sua coleção de Páscoa?

A minha inspiração vem por meio de muitas pesquisas sobre o que está acontecendo aqui no Brasil. Neste momento, eu confesso que não quero e – ao mesmo tempo quero -, inventar muita coisa, até porque ninguém sabe ainda como serão as coisas. Estamos vivendo tempos incertos, é uma fase difícil. Voltando ao meu processo de criação, atualmente, eu utilizo muito a internet do que os livros, mas também pesquiso em fontes impressas. Gosto de umas doceiras do Nordeste, vejo o que estão fazendo em SP, Brasília, outras capitais. Primeiro analiso o que se adequa para Manaus, levo para testes, aprovo ou reprovo e assim vamos elaborando nossa páscoa.

Esse ano, por tudo que a sociedade está passando, pretendo fazer algo mais significativo. Páscoa é renovação é vida, então vamos trabalhar mais esse lado espiritual e transmitir essa questão religiosa.

Estamos em um momento muito difícil no comércio por conta da Pandemia, sabemos que a solidariedade é uma das ferramentas essenciais para enfrentar a pandemia, para você ajudar é…

Estamos em um ano muito atípico e vindo de um ano muito difícil, então assim, ano passado não trabalhamos a páscoa. Fechamos o nosso ateliê justamente na semana que a gente mais vende e tínhamos muita coisa na produção guardada. Porém, veio a notícia que tudo iria fechar e o que o sistema de sistema de saúde iria colapsar, então naquele momento decidi fechar preocupada com a saúde de nossos funcionários e também clientes e a produção eu resolvi doar para três hospitais públicos. Mas não divulguei ou publiquei em redes sociais pois penso que solidariedade, doações ou ajudas devam ser vistas de outra forma. Respondendo a sua terceira pergunta: a solidariedade neste momento ou qualquer outro vai além do financeiro mais da doação de amor, atenção, de você tirar um pouco do seu tempo para ajudar sim financeiramente, mas também para ouvir, acolher com uma palavra, um gesto para ajudar seu próximo. Para mim, ajudar é isso.

 

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